Quarta-feira, Fevereiro 13, 2008

A velha e a moça



Algumas vezes na minha vida eu sofri mudanças drásticas. Na maior parte delas, senão em todas, eu tive flexibilidade e olhar livre pra que tudo pudesse ser assimilado e realizado. Existem coisas que eu realmente demorei a elaborar, mas outras tantas foram uma mera questão de equilíbrio, paciência e sensatez.
E lá vou eu em mais uma nova aventura. Sempre é tudo tão rápido, quando decido mudar alguma coisa, eu já mudei. Foi assim pra sair de casa, pra mudar de cidade, pra mudar de faculdade, pra fazer amigos, pra começar do zero, pra mudar minha vida.
Dessa vez eu vou, mais rápido do que nunca, à bordo com a pessoa que mais me encanta e que eu mais amo no mundo, admiro, compartilho.

De todas as coisas difíceis que tivemos que passar pra realizar esse sonho, sem dúvida as mais difíceis foram as despedidas. Ah, as despedidas.
São doloridas demais pra quem fica, mas creio que pra quem vai é diferente, apesar de ser tudo tão leve e bom quando se pensa na situação, saber que todas as pessoas que você mais ama vão ficar a mais de 9.289 km de ditância, e que se acontecer alguma coisa não planejada você não vai poder pegar o seu carro e ir até onde aconteceu.
Pra mim, dentre todas as pessoas das quais me despedi até hoje (amigos, algumas pessoas da família), o pior momento foi quanto tive que me despedir da minha avó, uma senhora de quase 94 anos, que não sabe quem eu sou há 5 anos. Não sabe nem quem ela é. Só sabe que gostaria de ter uma vida denovo.
Naquele instante em que eu a olhava, em um lapso de sanidade mental ela olhou pra mim como se por 2 segundos me conhecesse, sorriu e disse "Que coisa mais linda!", e me beijou. Todo esse sentimento foi interrompido quando eu saía do quarto, chorando, e ela com o olhar triste me olhava da cama.

Sei que fui a melhor neta que pude, não me culpo por nada e nem acho q ela deveria ser imortal.
Sinto apenas que foi uma despedida.
[Tudo antes da partida torna-se uma despedida sem data de chegada, sem bilhete de passagem, mas todos os riscos que isso incluem fazem a vida valer a pena]
Beijos aos amigos que eu não pude encontrar pessoalmente, e logo logo estarei de volta com muitas histórias engraçadas e muuuito sorriso nos lábios!
:~D

*Denise*

-------------------

"Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz!
E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar...
Mas, eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.
E se eu for o primeiroa prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.

Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir..."

:: O Velho e o Moço - Los Hermanos ::

2 - Tamo aí mandando brasa!:

Cidão disse...

1 minuto e 37 segundos, no pátio da faculdade em que estudo. Quase 3 horas de conversas insóbrias acompanhas de uma certa bebida composta de cereais fermantados, lúpulo e malte. Esse foi todo o tempo em que convivi com uma certa pessoa. Conviver no sentido tangível aos olhos, porque a presença, mesmo que ausente se tornara presente em alguns momentos registrados no histórico de um programa de mensagens instantaneas (um MSN, seu mula). Só isso foi suficiente pra fazer aquele lacinho que alguns intulam de "Amizade". As pessoas podem ser especiais pra gente, de uma maneira não passível de ser descrita. Só que o importante, é fazer saber que isso existe. Especialmente com uma certa Dê.

Doushura disse...

For a more complete comments, I would advise you to be more detailed information, for example
here or here