terça-feira, setembro 02, 2008

Fragmentação


Nasce aos poucos
uma flor nas pedras
uma cor nos azulejos
uma dor nos arredores, do peito

Muda a vida
cresce a frase
desenlace discreto de fio e grão
sem nenhuma inibição, se vai

Tem nos braços o poder
de montar cada peça logicamente
disfórica, serena, expressão efêmera

E termina com o feito
de saber o que é desfeito
pela ordem do conceito
sem ao menos disfarçar.

Poesia escrita em 25/08/2008
*Denise*

2 comentários:

Anônimo disse...

Imagine se a pontuação das frases fossem escritas ponto final Acho que seria mais ou menos como esse seu poema virgúla não é interrogação O que quero dizer virgula é que você escreve de uma forma tal virgula em que a gente formata na cabeça aquilo que melhor condiz com o contexto ponto final É como se você pensasse com outra cabeça e ainda escrevesse com as minhas mãos reticências

Anônimo disse...

Ei, voltei!
Entra na casa nova. Beijomeliga