terça-feira, dezembro 29, 2009

Sentido



Meus braços estão curtos e meu coração pequeno
Os quilometros fazem brotar as lágrimas, os calafrios e a vontade.
O olfato parece impregnado de imaginário
E penso em desistir, mas não quero.
Prossigo bancando a solidão dos meus dias sem você por perto
E logo vôo, capturo seus olhos fixados nos meus - sempre tão sinceros.
Contra a força dos dias que custam a passar.
Aos outros parece exagerado o ato, e eu sinto medo,
Uma saudade apertada, doída.
E como me alivia o sentimento ouvir suas palavras na noite funda!
Meu jardim acanhado se abre em pequenas pétalas pra você.


*Denise*

terça-feira, novembro 10, 2009



Gosto quando chove e eu tenho a chance de acalmar meus olhos nas folhas miúdas das sibipirunas enxarcadas sendo acertadas com delicadeza pelos pingos d'água.
Elas sorriem, eu sorrio.
E depois elas descançam, pesadas de alimento, e espalha-se pelas ruas o confete como que um símbolo daquele dia que choveu... as pequenas folhas verdes pelo chão me alegram, enquanto outros as varrem com tanta fúria.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Presente contexto


Se é sem regresso, prefiro que vá

Ter-te por narcisismo é muito previsível.

Se é fato o retorno, eu contorno

Prefiro o seu abraço aos poucos a nenhum.

Eu fico com a voz ao telefone,

Com as linhas escritas na contra-mao do dia quente,

Com o riso que ressoa como uma alfaia dentro de mim.

Eu me sinto traída por essas circunstancias repetentes,

Partir e mudar, mas nunca deixar o legado

O gosto salgado já vem breve.

Se soubesses quantos gestos repasso

desde que entrastes no meu quintal.

Não desejo que vá, mas se é relevante, retorne sempre

Prefiro o seu abraço aos poucos para que meu coração de amiga

Beba do gosto adocicado da nossa crença,

A fé de que ainda houve um tempo em que se podia dar as mãos sem medo.

Eu te amo, minha amiga.


- Escrito após um dia daqueles que comem um pedacinho do nosso coracao, a uma amiga muito especial: Marina Cano -

terça-feira, agosto 11, 2009

A rebelião



Hoje é rebelião dentro de mim
Os vermes e as bactérias que me são parte
Devem se considerar vencidos da luta contra a fome
A inabalável enzima se desfez,
E há um certo calafrio que sobe dos pés.

Hoje é rebelião dentro de mim
O erro ainda obsceno faz das vísceras um nó
Das guias, um só e velho papel
Mapa sem rumo, sem árvore riscada, sem nada.

Hoje é rebelião dentro de mim
Sinto que me recolho em pedaços
Como um jogo de quebra-cabeça sendo guardado
Parte a parte, fragmentado

Meu desejo,
Minha culpa,
De ter sido o que eu quis.


*Denise*

quarta-feira, janeiro 14, 2009

Sentimento sem nome


E por mais que as coisas andem
E por mais que o tempo passe esses dias
Parece sempre faltar muito

Porque não tenho motivos
Nem feridas que me façam chorar
Mas tenho uma saudade que dói

O meu coração parece estar enclausurado
Impaciência descabida
e os quilômetros que diluem esse perfume
seu rosto e corpo, até sua voz, são frutos da minha cabeça
e as vezes a sinto fraca, não quero perder-me

Cada dia me abrigou com um medo diferente
Cada mundo me desenhou com cores diferentes,
e sempre me vi em preto-e-branco.

Você chegou
E agora que eu me vejo em aquarela,
Não é o mundo que me pinta,
sou eu.

*Denise*

terça-feira, novembro 25, 2008

É o que me interessa


"Daqui desse momento
Do meu olhar pra fora
O mundo é só miragem
A sombra do futuro
A sobra do passado
Assombram a paisagem
Quem vai virar o jogo e transformar a perda
Em nossa recompensa
Quando eu olhar pro lado
Eu quero estar cercado só de quem me interessa

Às vezes é um instante
A tarde faz silêncio
O vento sopra a meu favor
Às vezes eu pressinto e é como uma saudade
De um tempo que ainda não passou
Me traz o teu sossego
Atrasa o meu relógio
Acalma a minha pressa
Me dá sua palavra
Sussurre em meu ouvido
Só o que me interessa

A lógica do vento
O caos do pensamento
A paz na solidão
A órbita do tempo
A pausa do retrato
A voz da intuição
A curva do universo
A fórmula do acaso
O alcance da promessa
O salto do desejo
O agora e o infinito
Só o que me interessa"
*Lenine* - Pq fala por mim.

domingo, outubro 26, 2008

A queda


De muito, pouco sei.
Quando serão os dias de chuva?
Quais serão suas vantagens?
A chuva nos faz pensar.

E uma garota, desconstruída,
Do alto avista a multidão sedenta
Ansiando pelo pulo.

Quem era ela?
O que seria melhor ou pior?

Pouco importa...

Quem morreria naquele passo?
Quem julgaria?
Quem esperava atento?
Intimidação causada pelo olhar alheio.
A banalização da vida ou da morte?

Chovia uma chuva fina
Um triz
Um fio de vida e alguns muitos andares
Dividiam e projetavam nossas angústias
O que era dela?
O que era meu?

E a pergunta que não me cala:
Quem morreria naquele passo?


*Denise*

quarta-feira, setembro 24, 2008

Incosciência


A cabeça não pára, não há momento em que não haja questionamento.
As nossas vidas andam assim: com as pernas da dúvida e do novo.
A cada dia coisas novas, tantas explicações para todos os processos, as integrações, os significantes, os estímulos, a cognição, o seio mau e até o objeto persecutório!
Mas onde estou eu em cada isso??
Devo confessar à minha persona que a minha função egóica está à sombra do meu animus!
O que será do meu self?
Acho que estou confundindo um pouco as coisas...

:-)

Psicologia demais dá nisso!


*Denise*

terça-feira, setembro 02, 2008

Fragmentação


Nasce aos poucos
uma flor nas pedras
uma cor nos azulejos
uma dor nos arredores, do peito

Muda a vida
cresce a frase
desenlace discreto de fio e grão
sem nenhuma inibição, se vai

Tem nos braços o poder
de montar cada peça logicamente
disfórica, serena, expressão efêmera

E termina com o feito
de saber o que é desfeito
pela ordem do conceito
sem ao menos disfarçar.

Poesia escrita em 25/08/2008
*Denise*

segunda-feira, agosto 25, 2008

Onírico


Cada vida,
cada gesto,
despedida,
sem protesto.

Renuncia,
sem saudade,
cada dia,
na cidade,
dos sonhos.



*Denise*

sexta-feira, agosto 15, 2008

Empty Poem


sexta-feira, julho 18, 2008

Sobre laços e nós


Ainda outro dia, depois de escrever uma pequena cronica, conversava com um amigo sobre um assunto não muito corriqueiro: falávamos sobre relaçoes inter-pessoais de uma maiera mais metafórica, ou em outras palavras, falávamos sobre laços e nós.
Distinção:
A meu ver, laços sao relacoes feitas à maior analogia com a palavra: cuidadosamente, com certo tipo de sabedoria e cautela. Um belo laço é delicado e forte ao mesmo tempo, mas tem de ser cuidado nas duas pontas, pelas duas partes que o mantem, e se algum lado puxa forte, ele hesita pouco e se desfaz, e alguns depois disso nao se resumem nem a nós.
Em contrapartida, se as duas partes deguram as "abas" do laço ao invéz das pontas, ele irá se fortalecer.

Vamos aos nós.
Um nó é forte, mas na maioria das vezes é o resultado de um laço que nao deu certo. É justamente entrelaçado, as duas pontas ja foram muito puxadas e cada vez que eram puxadas, ele se apertava mais. Ele nao se desfaz a menos que seja ohado com cuidado e vontade. Exige perseverança ao desfaze-lo, do contrário será sempre estreito e mal-entendido, iremediável.
Os nós nao fazem analogia com a palavra homonima.
A nós deveria dar-se o nome de 'a laços'.

PS: Me desculpem pela falta de acentos, acontece que aqui nao tenho todos.


*Denise*

segunda-feira, junho 09, 2008

A vida vai aqui


[Nota: Quando leres a primeira linha do texto que segue, saberás que foi escrito com os pensamentos direcionados a voce, e vais chorar sem ao menos ler as duas linhas seguintes.]

Como eu sinto a falta do seu abraco.
De conversar com os olhos e olhar do nosso jeito.
Sei do quanto esta sendo enriquessedora essa nossa experiencia.
Desfazer nós, fazer lacos.
Um nó é enroscado, é - as vezes - errado, um nó é apertado, duro.
Mas um laco é bonito, é bem feito e com cuidado, é singelo.
É bom pensar no crescimento, na vida nova, diferente.
Mas é forte a pressao no peito quando eu penso no dia de te encontrar.
Nós sabemos da nossa importancia recíproca, mas acreditava que nao fossemos sentir tanto.
Alcance, aprenda, estude, pois logo estarei aí para te peguntar a matéria.
E nessa nova vida, cada coisa em seu lugar... recuperarei minha posicao concreta de irma, pois como mae nao precisamos mais.

*Denise*

sábado, março 15, 2008

Sonho que se sonha so


Sair de casa com o proposito de realizar um sonho eh como vestir-se para o casamento: voce sabe que, de qualquer maneira, sera inesquecivel.
Hoje realizei mais um desses pequenos sonhos que se tem, sonhos que para muitos pode parecer bobagem, mas para quem sonha eh o bastante.
Aos pes de Buddha senti uma paz, uma energia usurpando todos os outros sentimentos e renovando as celulas.
Vivo hoje a minha vida de verdade, suponho que nao seja tudo sonho e faco de maneira com que nao pareca tolo.
Um dia de verdade apos o outro, encobrindo tempos esquecidos e sempre tao presentes. Nao creio que tudo que enxergo claramente hoje apague o que foi vivido as escuras em outros dias, e pretendo manter (um dia) apenas as boas raizes que me permitem estar aqui.
Fazer-se feliz eh o ponto em questao: estar bem consigo, com suas dores e amores, saber lidar com as proprias limitacoes, estar a par daquilo que se deseja e esticar-se para alcancar, deitar tranquilo e em comunhao com a mente.
Hoje realizei mais um desses pequenos sonhos que se tem: ser feliz apenas por existir.
- Nota: Tambem realizei o sonho de conhecer Battersea Power Station!
- Nota 2: Aqui nao tem acento, foi mal ai! =/

*Denise*

quarta-feira, fevereiro 13, 2008

A velha e a moça



Algumas vezes na minha vida eu sofri mudanças drásticas. Na maior parte delas, senão em todas, eu tive flexibilidade e olhar livre pra que tudo pudesse ser assimilado e realizado. Existem coisas que eu realmente demorei a elaborar, mas outras tantas foram uma mera questão de equilíbrio, paciência e sensatez.
E lá vou eu em mais uma nova aventura. Sempre é tudo tão rápido, quando decido mudar alguma coisa, eu já mudei. Foi assim pra sair de casa, pra mudar de cidade, pra mudar de faculdade, pra fazer amigos, pra começar do zero, pra mudar minha vida.
Dessa vez eu vou, mais rápido do que nunca, à bordo com a pessoa que mais me encanta e que eu mais amo no mundo, admiro, compartilho.

De todas as coisas difíceis que tivemos que passar pra realizar esse sonho, sem dúvida as mais difíceis foram as despedidas. Ah, as despedidas.
São doloridas demais pra quem fica, mas creio que pra quem vai é diferente, apesar de ser tudo tão leve e bom quando se pensa na situação, saber que todas as pessoas que você mais ama vão ficar a mais de 9.289 km de ditância, e que se acontecer alguma coisa não planejada você não vai poder pegar o seu carro e ir até onde aconteceu.
Pra mim, dentre todas as pessoas das quais me despedi até hoje (amigos, algumas pessoas da família), o pior momento foi quanto tive que me despedir da minha avó, uma senhora de quase 94 anos, que não sabe quem eu sou há 5 anos. Não sabe nem quem ela é. Só sabe que gostaria de ter uma vida denovo.
Naquele instante em que eu a olhava, em um lapso de sanidade mental ela olhou pra mim como se por 2 segundos me conhecesse, sorriu e disse "Que coisa mais linda!", e me beijou. Todo esse sentimento foi interrompido quando eu saía do quarto, chorando, e ela com o olhar triste me olhava da cama.

Sei que fui a melhor neta que pude, não me culpo por nada e nem acho q ela deveria ser imortal.
Sinto apenas que foi uma despedida.
[Tudo antes da partida torna-se uma despedida sem data de chegada, sem bilhete de passagem, mas todos os riscos que isso incluem fazem a vida valer a pena]
Beijos aos amigos que eu não pude encontrar pessoalmente, e logo logo estarei de volta com muitas histórias engraçadas e muuuito sorriso nos lábios!
:~D

*Denise*

-------------------

"Deixo tudo assim.
Não me importo em ver a idade em mim,
Ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo e ela tem razão
Quando vem dizer que eu preciso sim
De todo o cuidado.

E se eu fosse o primeiro
A voltar pra mudar o que eu fiz.
Quem então agora eu seria?

Ahh tanto faz!
E o que não foi não é,
Eu sei que ainda vou voltar...
Mas, eu quem será?

Deixo tudo assim, não me acanho em ver
vaidade em mim.
Eu digo o que condiz.
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo e eles têm razão.
Quando vem dizer que eu não sei medir,
nem tempo e nem medo.
E se eu for o primeiroa prever e poder desistir do que for dar errado?

Ahhh, ora, se não sou eu quem mais vai decidir
o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão.

Ahhh, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser aceito a condição.

Vou levando assim.
Que o acaso é amigo do meu coração
Quando falo comigo, quando eu sei ouvir..."

:: O Velho e o Moço - Los Hermanos ::

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Sobre meu dia


Hoje passei o dia de pijamas, o que não condiz exatamente com o que se passou na minha cabeça.
O dia de pijama parece vazio e preguiçoso, o pijama em si representa uma certa molesa, uma vontade de dormir, de ficar à vontade, de não ter que fazer esforço, de apenas existir.
Se você usa o pijama só para dormir, não é visto como indolente, mas experimente passar o dia de pijamas.
Primeiramente, pra se passar um dia todo de pijamas você não pode sair de casa e não pode receber visitas.
Lá se vão horas vendo TV, lendo, ficando ao computador, fazendo tarefas em casa, sem pensar em nada, com aquela certa vontade de apenas descançar do que não fez. Ou então, ficando como eu: absolutamente atoa, mas me corroendo por dentro e cheia de perguntas e coisas flutuando o tempo todo dentro da cabeça: Qual shampoo eu levo? será que devo levar remédios? quais? e roupas? será que levo aquela blusinha que eu adoro ou deixo pra levar outras coisas? a mala, qual será a minha mala? comprarei coisas lá? será que levo sabonete? mas do que adianta tudo isso se ainda não tenho o passaporte em mãos?

Ahhhhh, a minha cabeça ja está um liquidificador transoceânico, o frio ja ta cobrindo meus pés e as meias não estão ajudando. Só preciso de mais um dia pra que eu possa tirar esse pijama e começar a agir.
Quando tudo fica mto só na cabeça, o corpo fica imune, mas as entranhas pedem para a ansiedade aliviar um pouco.

- 07 de Fevereiro de 2008, e contando.


*Denise*

terça-feira, janeiro 08, 2008

Logo


Dias de ansiedade me consomem
Apesar de tudo ser tão bem milimetrado,
ainda não administrei meus pensamentos
para que possamos nos afastar sem pesares.

O maior consolo é ter consciência
de que logo logo tudo conspirará novamente
e estaremos juntos numa grande e nova aventura
longe de todas as coisas palpáveis nesta terra.

Lá onde seremos sós, nós
Não quero soar egoísta e resumir meu mundo em você
Sei da importancia de todas as coisas
Mas você é a minha escolha, portanto esperemos.

São menos de 50 dias pelo dia tão aguardado
Nada de flores apenas, medo e anseio também me rondam
Mas com você me sinto mais segura,
sempre.

*Denise*

♥ - ♥ - ♥ - ♥ - ♥ - ♥ - ♥

"Já me acostumei com a tua voz
Com teu rosto e teu olhar
Me partiram em dois
E procuro agora o que é minha metade

Quando não estás aqui
Sinto falta de mim mesmo
E sinto falta do meu corpo junto ao teu
Meu coração é tão tosco e tão pobre
Não sabe ainda os caminhos do mundo
Quando não estás aqui
Sinto medo de mim mesmo
E sinto falta do teu corpo junto ao meu

Vem depressa pra mim
Que eu não sei esperar
Já fizemos promessas demais

E já me acostumei com a tua voz
Quando estou contigo estou em paz
Quando não estás aqui
Meu espirito se perde, voa longe"

:: Renato Russo - Sete Cidades ::

quinta-feira, dezembro 27, 2007

Breathe Reprise


Home, home again
I like to be here when I can
When I come home cold and tired
It's good to warm my bones besid the fire
And far away across the fields
The tolling of the Iron Bell
Calls the faithful to their knees
To hear the softly spoken magic spells

:: Breathe Reprise - Pink Floyd ::

É isso aí...

terça-feira, dezembro 25, 2007

Feliz Natal!



Bem, vim atrasada, mas desejo a todos um feliz natal!
Para quem o natal fizer sentido, um melhor ainda!
Sem inspiração!

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

"Hope everybody's ringing on their own bell, this fine morning.
Hope everyone's connected to that long distance phone.
Old man, he's a mountain.
Old man, he's an island.
Old man, he's a-walking says:
"I'm going to call, call all my children home".

Hope everybody's dancing to their own drum this fine morning:
The beat of distant Africa or a Polish factory town.
Calling for his whisky.
Calling for his sons and daughters, yeah
Calling, calling all his children round.

Sharp ears are tuned in to the drones and chanters warming.
Mist blowing round some headland, somewhere in your memory.
Everyone is from somewhere
Even if you've never been there.
So take a minute to remember the part of you
That might be the old man calling me.

How many wars you're fighting out there, this winter's morning?
Maybe it's always time for another Christmas song.
Old man he's asleep now.
He's got appointments to keep now.
Dreaming of his sons and daughters, yeah, proving,
proving that the blood is strong."


:: Another Christmas Song - Jethro Tull ::

domingo, dezembro 16, 2007

A Culpa é do Fidel


Pois é né, faz muito tempo que não posto nada aqui, to de férias, correndo atrás de vários documentos pra poder viajar ano que vem, morando com o meu namorado e assistindo inúmeros filmes! hahaha..


Ontem fui ao Festival de Cinema Francês e assisti a um filme MUITO bom!
Por isso resolvi postar sobre ele hoje!

O nome do filme é "A Culpa é do Fidel" (La Faute à Fidel). Bem... Anna é uma menina de nove anos de uma família francesa típica: mora com a mãe, Marie, que escreve para uma revista, o pai, Fernando, que é advogado e seu irmão mais novo, François. Ela estuda em um colégio de freiras e está acostumada com a vida confortável e tranquila que leva, mas as coisas começam a mudar quando sua tia vai para sua cara como fugitiva da Espanha, os pais fazem uma viajem ao Chile onde o recém-eleito é Salvador Allende.
Anna é uma criança bastante diferente da maioria, não se conforma fácil com as mudanças e é bastante inteligente e observadora, o filme é bem divertido e inteligente. Na visão da criança as coisas não são certo ou errado, tudo são modos de vista, e com isso ela faz os adultos convictos à sua volta pensarem no que estão fazendo, com as distorções que lhe são postas, a menina questiona os pais e os "barbudos" que passaram a frequentar sua casa.


Informações Técnicas

• Título no Brasil: A Culpa é do Fidel
• Título Original: La Faute à Fidel
• País de Origem: Itália / França
• Gênero: Drama
• Tempo de Duração: 99 minutos
• Ano de Lançamento: 2006
• Estréia no Brasil: 25/12/2007
• Distrib.: Filmes do Estação
• Direção: Julie Gavras
*Denise*